Antes dos municípios, já existia uma região
Os limites que hoje dividem o Extremo Sul em 15 municípios são relativamente recentes diante da longa história de ocupação e circulação por esse território.
Antes das cidades existirem, rios atravessavam áreas que mais tarde seriam divididas administrativamente, caminhos ligavam a planície à Serra Geral, populações circulavam pelo litoral e comunidades mantinham relações com territórios do atual Rio Grande do Sul.
A Lagoa de Sombrio, o Rio Mampituba, os vales da Serra Geral e o Rio Araranguá são alguns exemplos de elementos naturais que atravessam essa história sem obedecer às divisões políticas estabelecidas posteriormente.
Por isso, compreender a formação do Extremo Sul exige olhar para além dos atuais limites municipais. As histórias de suas cidades se encontram muito antes das emancipações que desenharam o mapa conhecido hoje.
Um território ocupado muito antes da colonização europeia
A história dessa região começa muito antes da criação de Araranguá ou de qualquer outro município.
Pesquisas arqueológicas realizadas em diferentes pontos do Extremo Sul registram ocupações humanas anteriores à colonização europeia.
Em Maracajá, um levantamento arqueológico identificou nove sítios no atual território municipal, com vestígios que demonstram diferentes formas de ocupação ao longo do tempo. Nas margens da Lagoa de Sombrio, pesquisas também encontraram evidências relacionadas a populações que utilizaram esse ambiente antes da chegada dos colonizadores. Morro Grande igualmente possui registros arqueológicos relacionados à ocupação antiga de seu território.
Pesquisas históricas e arqueológicas realizadas em diferentes áreas registram ainda a presença de povos indígenas, entre eles grupos relacionados às tradições Guarani e aos Laklãnõ-Xokleng.
As identificações variam conforme o local, o período e as evidências disponíveis. O conjunto dessas pesquisas, porém, deixa claro um aspecto fundamental: quando a ocupação colonial avançou pelo Extremo Sul, esse território já possuía uma longa história humana.
Rios, lagoas, matas, vales e a Serra Geral eram ambientes conhecidos e utilizados muito antes da formação das primeiras cidades.
Os caminhos vieram antes das cidades
A geografia teve participação decisiva na formação regional.
Entre o Oceano Atlântico e a Serra Geral existe uma extensa planície cortada por rios, banhados e lagoas. A oeste, os paredões da serra separam as terras baixas do planalto.
Muito antes das rodovias, diferentes caminhos permitiam circular por esse território e vencer a Serra Geral.
A partir de 1728, a abertura do Caminho dos Conventos integrou essa parte do Sul catarinense a uma rede mais ampla de circulação entre o litoral e o interior. Tropas transportavam animais, mantimentos e mercadorias por rotas que aproximavam áreas dos atuais Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Na Serra Geral, outros caminhos aparecem nas histórias de diferentes municípios.
Praia Grande registra antigas passagens entre os vales e o planalto. Timbé do Sul preserva referências às serras da Rocinha, do Pilão e da Figueira, além de antigos pontos de parada das tropas. Turvo possuía caminhos por áreas como Morro Chato, Boa Vista, Morro Pelado e o Rio Amola-Faca. Em Morro Grande, a Serra do Pilão e a região de Nova Roma também aparecem ligadas à circulação tropeira.
Não se tratava de uma única estrada atravessando todo o Extremo Sul. Existia uma rede de caminhos condicionada pelos rios, pelas áreas alagadas, pelos vales e pelas possibilidades de passagem pela serra.
Por esses trajetos circulavam animais e mercadorias, mas também pessoas, notícias e relações comerciais.
Algumas comunidades cresceriam justamente próximas dessas antigas rotas. Em Timbopeba, atual São João do Sul, registros do século XIX apontam para um entreposto comercial ligado à circulação entre a serra e as terras baixas. Em Ermo, a memória histórica registra tropeiros negociando produtos do planalto, como charque, queijo e pinhão, em troca de itens produzidos nas áreas mais baixas, entre eles açúcar, fumo em corda, melado e farinha de mandioca.
Muito antes da BR-101 e das atuais rodovias estaduais, diferentes partes do Extremo Sul já estavam conectadas.
Araranguá e a organização de um grande território
Durante boa parte dessa história, os atuais municípios ainda não existiam.
A ocupação colonial avançou gradualmente, e Araranguá assumiria papel central na organização administrativa de grande parte dessa região.
Em 3 de abril de 1880, foi criada a Vila de Araranguá, separada de Laguna. A instalação ocorreu em 28 de fevereiro de 1883.
Seu território era muito maior que o atual.
Comunidades que posteriormente formariam diferentes municípios estiveram, direta ou indiretamente, ligadas à administração araranguaense. Por isso, Araranguá ocupa uma posição fundamental na compreensão da formação político-administrativa do Extremo Sul.
Nas décadas seguintes, povoados cresceram dentro desse grande território.
Passo do Sertão, atual São João do Sul, tornou-se distrito de Araranguá em 1891. Meleiro aparece em processo de formação nas últimas décadas do século XIX. Turvo, Jacinto Machado, Timbé e outras comunidades ganhariam maior expressão nas primeiras décadas do século XX.
As histórias municipais se encontram porque, durante muito tempo, muitas dessas comunidades pertenciam ao mesmo território administrativo.
O Mampituba: limite e passagem
No extremo sul da região, o Rio Mampituba também exerceu papel importante na circulação.
Hoje associado ao limite entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o rio não funcionava apenas como separação. Era também passagem entre comunidades estabelecidas nos dois lados.
Localidades do atual São João do Sul mantinham relações com áreas do norte gaúcho. Glorinha e Passo Magnus, por exemplo, aparecem nos registros históricos ligadas à chegada de famílias que haviam passado ou se estabelecido anteriormente na região de Torres.
A própria formação de Passo de Torres está diretamente relacionada à travessia do Mampituba.
Em 1827, Jean-Baptiste Debret registrou uma dessas travessias durante sua passagem pelo Sul do Brasil. Mais tarde, pequenas embarcações, balsas e pontes continuariam cumprindo a função de conectar as duas margens.
O próprio nome Passo de Torres preserva essa memória: os locais utilizados para atravessar cursos d’água eram conhecidos como passos.
A existência de um limite territorial, portanto, não impedia a circulação cotidiana. As relações com o atual norte do Rio Grande do Sul também fazem parte da formação histórica do Extremo Sul catarinense.
Novas famílias avançam para o interior
Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, novas áreas passaram a ser ocupadas de maneira mais intensa, especialmente no interior e nas proximidades da Serra Geral.
Parte desse movimento esteve relacionada a famílias de origem italiana que já viviam em outros núcleos do Sul catarinense.
Em muitos casos, portanto, não se tratava de imigrantes chegando diretamente da Europa, mas de famílias e descendentes de imigrantes já estabelecidos em Santa Catarina e que buscavam novas terras.
Turvo recebeu famílias vindas principalmente das regiões de Urussanga e Criciúma. Em Timbé do Sul, terras começaram a ser loteadas em 1915 e, dois anos depois, parcelas foram vendidas a famílias provenientes de Nova Veneza. Morro Grande recebeu, por volta de 1918, famílias vindas de diferentes núcleos do Sul catarinense. Jacinto Machado também teve sua ocupação ampliada por famílias que avançaram em direção aos vales da Serra Geral.
Ao lado dessas famílias estavam populações e comunidades que já ocupavam partes do território.
A formação do interior foi, portanto, resultado de diferentes momentos de ocupação e deslocamento, e não de um único movimento colonizador.
A agricultura ajuda a formar as comunidades
Na maior parte do interior, a ocupação esteve diretamente ligada ao cultivo da terra.
Milho, mandioca, feijão, arroz, fumo e cana-de-açúcar aparecem repetidamente nos registros municipais, acompanhados pela criação de animais e por diferentes atividades de subsistência.
Com o crescimento das comunidades, a produção começou a movimentar também outras atividades.
Surgiram atafonas, engenhos, serrarias, olarias, casas comerciais e pequenas estruturas de beneficiamento.
Em Meleiro, famílias estabeleceram propriedades próximas ao Rio Manoel Alves e atividades produtivas acompanharam o crescimento da agricultura. Turvo também registrou o surgimento de atafonas, moinhos e outras estruturas. Em Ermo, além das lavouras, existiram serrarias, engenhos, beneficiamento de arroz, fabricação de móveis e pequenos estabelecimentos comerciais.
Na área de Sombrio, mandioca, farinha, criação de animais, açúcar, fumo e cachaça estiveram entre as atividades dos primeiros tempos. A Lagoa de Sombrio também participava da circulação entre comunidades estabelecidas em suas proximidades.
A agricultura fazia mais do que garantir o sustento.
Ao redor das propriedades surgiam comércio, estradas, escolas, igrejas e espaços comunitários. Núcleos antes dispersos começavam a assumir características de povoados.
Os trilhos chegam ao Vale do Araranguá
Nas primeiras décadas do século XX, outra forma de transporte passou a fazer parte da região.
A construção do ramal da Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina entre Criciúma e Araranguá atravessou o atual território de Maracajá.
A comunidade e sua agricultura já existiam antes da ferrovia. Os trilhos, porém, modificaram a circulação e abriram novas possibilidades para o transporte da produção.
Em dezembro de 1921, foi inaugurada a Estação de Morretes, posteriormente conhecida como Estação Maracajá.
A região próxima à estação passou a concentrar moradores, comércio e serviços, enquanto agricultores ganharam outra possibilidade para enviar seus produtos a mercados mais distantes.
A ferrovia teve alcance mais localizado que os antigos caminhos que atravessavam diferentes partes da região, mas representou uma nova etapa da circulação no Vale do Araranguá.
No litoral, pesca e veraneio formam novas comunidades
Enquanto a agricultura transformava grande parte do interior, a faixa costeira desenvolvia outra dinâmica.
A pesca fazia parte da vida das famílias estabelecidas junto ao mar.
Na área da atual sede de Balneário Gaivota, registros históricos situam a família do pescador Gildo Coelho junto a um arroio por volta da década de 1920. O lugar ficou conhecido como Arroio do Gildo.
No atual Balneário Arroio do Silva, Antônio Lourenço Borges chegou com sua família em 1923, e a pesca também ocupava espaço importante na vida dos moradores.
Poucos anos depois, outro fenômeno começava a aparecer: o veraneio.
Por volta de 1927, Arroio do Silva já possuía hospedagem para visitantes, inclusive pessoas vindas de Bom Jesus e Vacaria, no Rio Grande do Sul.
Em Praia Gaivota, registros da década de 1950 mostram famílias de Sombrio viajando de carro de boi para passar o dia ou temporadas junto ao mar.
Muito antes da criação dos atuais municípios litorâneos, moradores permanentes, pescadores e veranistas já construíam novas relações com a costa.
Turvo muda o mapa do interior
Uma grande mudança na organização territorial ocorreu em 30 de dezembro de 1948, quando Turvo foi elevado à categoria de município, desmembrado de Araranguá.
O novo município possuía dimensões muito maiores que as atuais.
Naquele momento, Turvo reunia cinco distritos: Turvo, Jacinto Machado, Meleiro, Praia Grande e Timbé.
Grande parte do interior passou, assim, a ter Turvo como referência administrativa.
Mas essa configuração duraria relativamente pouco. O crescimento das comunidades e os movimentos pela autonomia política iniciariam uma sequência de novos desmembramentos.
Sombrio se torna outro núcleo territorial
Poucos anos depois, em 30 de dezembro de 1953, Sombrio tornou-se município, também desmembrado de Araranguá. A instalação ocorreu em 1954.
Assim como Turvo, o novo município possuía território maior que o atual.
Passo do Sertão, por exemplo, deixou Araranguá e passou para Sombrio. Mais tarde, essa área participaria da formação de São João do Sul.
Décadas depois, Santa Rosa do Sul e Balneário Gaivota também seriam emancipados de Sombrio. São João do Sul, por sua vez, perderia parte de seu território com a criação de Passo de Torres.
Araranguá, Turvo e Sombrio tornaram-se, em diferentes momentos, importantes pontos da reorganização político-administrativa dessa região.
As emancipações redesenham o Extremo Sul
A partir do final da década de 1950, o mapa regional começou a mudar rapidamente.
Em 1958, Praia Grande e Jacinto Machado foram elevados à categoria de município, deixando de pertencer a Turvo.
Meleiro também foi criado naquele ano, mas sua primeira emancipação foi atingida por uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Em 1959, voltou a integrar Turvo. A autonomia definitiva veio em 1961.
São João do Sul viveu processo semelhante. Criado e instalado pela primeira vez em 1958, teve aquela formação atingida por decisão de inconstitucionalidade. Em 1961, uma nova lei criou o município formado pelos distritos de Passo do Sertão e Vila Conceição.
Em 1967, outras duas mudanças ocorreram.
Maracajá emancipou-se de Araranguá.
Timbé emancipou-se de Turvo e, poucos meses depois, passou oficialmente a se chamar Timbé do Sul.
Em menos de duas décadas, grande parte dos antigos territórios de Araranguá, Turvo e Sombrio havia sido reorganizada em novos municípios.
A agricultura muda de escala
Enquanto os limites municipais eram redesenhados, o campo também passava por uma grande transformação.
O arroz ganhou importância crescente nas áreas de planície.
Em Turvo, registros apontam a chegada das primeiras trilhadeiras por volta de 1941 e do primeiro trator em 1945. A mecanização avançaria de forma muito mais intensa nas décadas seguintes.
Em 20 de dezembro de 1964, 214 agricultores de Turvo e Timbé do Sul fundaram a Cooperativa Agropecuária de Turvo, posteriormente Coopersulca.
A participação de produtores de diferentes municípios já demonstra o caráter regional dessa transformação.
Nas décadas de 1970 e 1980, mecanização, irrigação e sistematização das áreas de várzea contribuíram para ampliar a rizicultura. Programas de modernização agrícola também participaram desse processo.
As condições das lavouras irrigadas exigiram adaptações em máquinas e equipamentos, estimulando oficinas e atividades ligadas à mecanização. Turvo acabaria consolidando uma identidade fortemente relacionada ao arroz e à indústria de máquinas agrícolas.
Meleiro também acompanhou a transformação da rizicultura, enquanto o arroz passou a ocupar posição importante em outras áreas da planície regional.
A paisagem agrícola que hoje caracteriza parte do Extremo Sul é resultado dessa longa transformação.
As rodovias reorganizam a circulação
O século XX também alterou profundamente a forma de percorrer essa região.
Estradas substituíram ou complementaram antigos caminhos, novas pontes facilitaram travessias e veículos passaram gradualmente a ocupar o espaço antes dominado por cavalos, tropas e carros de boi.
A pavimentação da BR-101 no início da década de 1970, nessa parte de Santa Catarina, contribuiu para reorganizar os fluxos regionais.
Ermo oferece um exemplo dessa transformação.
Durante décadas, sua posição entre caminhos utilizados para chegar a diferentes localidades favoreceu o comércio e outras atividades. Com novas estradas, mecanização e mudanças nos meios de transporte, parte desses antigos fluxos deixou de passar pelo povoado.
Os caminhos não desapareceram de uma hora para outra. Mas a lógica da circulação estava mudando.
A região que durante séculos dependeu de trilhas, travessias de rios e caminhos pela serra passava a se organizar cada vez mais em torno das rodovias.
Os últimos municípios e a formação do mapa atual
Mesmo depois das emancipações das décadas de 1950 e 1960, a configuração atual ainda demoraria algumas décadas para ser concluída.
Em 1988, Santa Rosa do Sul foi criada a partir de Sombrio. Uma questão judicial suspendeu temporariamente a execução da lei, e o município foi instalado em 1º de junho de 1989.
Em 1991, Passo de Torres emancipou-se de São João do Sul.
No ano seguinte, Morro Grande foi criado a partir de Meleiro.
Em 1993, Ermo tornou-se município, desmembrado de Turvo.
A última grande mudança ocorreu em 29 de dezembro de 1995, quando foram criados Balneário Gaivota, desmembrado de Sombrio, e Balneário Arroio do Silva, desmembrado de Araranguá.
Os dois municípios foram instalados em 1º de janeiro de 1997.
Chegava-se, assim, à configuração dos 15 municípios que atualmente compõem o Extremo Sul catarinense.
Uma região formada por sucessivos desmembramentos
A formação político-administrativa do Extremo Sul pode ser entendida como uma árvore.
Araranguá esteve na origem direta de Turvo, Sombrio, Maracajá e Balneário Arroio do Silva.
Do antigo território de Turvo surgiram Jacinto Machado, Praia Grande, Meleiro, Timbé do Sul e Ermo.
De Meleiro surgiu Morro Grande.
Do território de Sombrio foram formados São João do Sul, Santa Rosa do Sul e Balneário Gaivota.
E de São João do Sul surgiu Passo de Torres.
Essa sequência mostra como os atuais limites municipais foram construídos gradualmente sobre comunidades que já mantinham relações havia décadas — em alguns casos, havia muito mais tempo.
Uma história compartilhada entre a Serra Geral e o mar
Hoje, cada um dos 15 municípios possui administração, identidade e trajetória próprias. Mas suas histórias continuam profundamente conectadas.
Os caminhos utilizados por tropeiros atravessavam áreas que depois seriam divididas entre diferentes municípios. A Lagoa de Sombrio esteve ligada à vida de comunidades que hoje pertencem a territórios distintos. O Mampituba funcionou como limite territorial e, ao mesmo tempo, como passagem entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Famílias saíram de antigas colônias do Sul catarinense e estabeleceram novas propriedades próximas à Serra Geral. Agricultores de municípios diferentes organizaram cooperativas e participaram conjuntamente da transformação da rizicultura.
No litoral, comunidades de pescadores cresceram ao mesmo tempo em que chegavam os primeiros veranistas.
Mais tarde, distritos foram criados, transferidos e emancipados. Novos municípios surgiram e os limites administrativos foram sucessivamente redesenhados.
Por isso, contar a história do Extremo Sul Catarinense não significa simplesmente colocar lado a lado as histórias de seus 15 municípios.
É perceber aquilo que sempre esteve entre elas.
Antes dos atuais limites municipais havia caminhos. Antes das prefeituras havia comunidades. E muito antes da formação do mapa atual, Serra Geral, planície, rios, lagoas e mar já faziam parte de uma mesma história regional.
Linha do tempo da formação do Extremo Sul Catarinense
Antes da colonização europeia — Diferentes populações indígenas ocupam e circulam pelo território. Vestígios arqueológicos encontrados em diferentes pontos registram antigas ocupações humanas.
A partir de 1728 — A abertura do Caminho dos Conventos integra parte da região a importantes rotas de circulação entre o litoral e o interior.
Séculos XVIII e XIX — Diferentes caminhos entre a planície, a Serra Geral e o atual Rio Grande do Sul são utilizados para a circulação de pessoas, animais e mercadorias.
3 de abril de 1880 — É criada a Vila de Araranguá, separada de Laguna.
28 de fevereiro de 1883 — O município de Araranguá é oficialmente instalado.
Final do século XIX e início do século XX — Povoados se consolidam e novas famílias avançam para áreas do interior e próximas à Serra Geral.
Primeiras décadas do século XX — Agricultura, comércio, serrarias, engenhos e novas estradas acompanham o crescimento de diferentes comunidades.
Dezembro de 1921 — É inaugurada a Estação de Morretes, posteriormente Maracajá, no ramal da Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina.
30 de dezembro de 1948 — Turvo é criado a partir de Araranguá, reunindo inicialmente os distritos de Turvo, Meleiro, Jacinto Machado, Praia Grande e Timbé.
30 de dezembro de 1953 — Sombrio é criado a partir de Araranguá.
1958 — Praia Grande e Jacinto Machado tornam-se municípios. Meleiro e São João do Sul também são criados pela primeira vez, mas os atos de criação enfrentariam posteriormente questões jurídicas.
1961 — Meleiro conquista definitivamente sua autonomia e São João do Sul é novamente criado.
1964 — Agricultores de Turvo e Timbé fundam a Cooperativa Agropecuária de Turvo. Também é criado o distrito de Passo de Torres.
1967 — Maracajá emancipa-se de Araranguá e Timbé emancipa-se de Turvo, passando posteriormente a se chamar Timbé do Sul.
Décadas de 1970 e 1980 — Mecanização, irrigação e expansão da rizicultura transformam a agricultura regional, enquanto novas rodovias reorganizam os fluxos de circulação.
1988 — É criado o município de Santa Rosa do Sul, instalado em 1989.
1991 — Passo de Torres emancipa-se de São João do Sul.
1992 — Morro Grande emancipa-se de Meleiro.
1993 — Ermo emancipa-se de Turvo.
29 de dezembro de 1995 — São criados Balneário Gaivota, a partir de Sombrio, e Balneário Arroio do Silva, a partir de Araranguá.
1º de janeiro de 1997 — Balneário Gaivota e Balneário Arroio do Silva são instalados, completando a configuração atual dos 15 municípios da região.
Fontes consultadas
Esta matéria foi construída a partir da pesquisa realizada pelo SC Extremo Sul para a série História dos Municípios, reunindo documentos oficiais, legislação, pesquisas acadêmicas, obras históricas e registros de memória relacionados aos 15 municípios.
Entre as principais bases utilizadas estão o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); o Arquivo Público do Estado de Santa Catarina (APESC); a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC); prefeituras e câmaras municipais; pesquisas acadêmicas e trabalhos sobre arqueologia, antigos caminhos, ocupação territorial, agricultura e formação administrativa; além das fontes específicas utilizadas nas histórias de cada município.


