Antes dos colonizadores, os caminhos dos tropeiros
Antes que as primeiras famílias se estabelecessem nas terras que formariam Turvo, a região já era atravessada por caminhos utilizados para conectar a serra ao litoral.
Segundo o professor João Colodel, autor do livro Turvo Terra e Gente, por volta de 1900 grande parte do território era coberta por mata, mas as picadas utilizadas pelos tropeiros já marcavam a paisagem.
As tropas desempenhavam uma função comercial importante. Da serra eram transportados produtos como pinhão, charque e queijo. No caminho de volta, seguiam mercadorias obtidas nas áreas mais baixas, entre elas sal e farinhas de milho e mandioca.
A travessia não era simples. As trilhas eram estreitas, barrentas e passavam por áreas de relevo difícil. Os animais transportavam as cargas em percursos que incluíam matas, morros, terrenos alagados e passagens próximas a paredões.
Colodel registra três dessas antigas rotas atravessando Turvo. Uma passava pelo Morro Chato, outra pelos morros Boa Vista e Pelado e uma terceira acompanhava o Rio Amola-Faca. Como as áreas planas frequentemente acumulavam água, as trilhas buscavam terrenos mais elevados.
Esses caminhos permaneceriam presentes mesmo depois da chegada dos colonizadores. Por volta de 1916 e 1917, por exemplo, a passagem das tropas pela região do Amola-Faca chegou a provocar conflitos: animais entravam nas plantações de milho e arroz estabelecidas pelas famílias que começavam a ocupar aquelas terras.
Era o encontro entre uma antiga forma de circulação pelo território e uma nova etapa de ocupação que começava a transformar a região.
Das colônias italianas às terras férteis de Turvo
Para compreender a chegada das famílias que formariam Turvo é preciso voltar algumas décadas e olhar para outras áreas do Sul catarinense.
A partir do final do século XIX, imigrantes italianos haviam formado comunidades como Azambuja, Urussanga e Criciúma. Com o passar dos anos, novas gerações começaram a procurar terras onde pudessem estabelecer suas próprias propriedades.
Turvo entrou nessa trajetória principalmente pela fertilidade de seus solos.
De acordo com Colodel, o povoamento local teve uma característica diferente das primeiras colônias italianas estabelecidas na região. Turvo não fazia parte diretamente do programa governamental que havia trazido imigrantes da Itália e organizado núcleos coloniais.
As famílias que chegaram ao território turvense já estavam estabelecidas no Brasil, especialmente nas regiões de Urussanga e Criciúma, e precisaram adquirir as terras onde pretendiam construir uma nova vida.
Grande parte do atual território estava dividida em três grandes áreas descritas por Colodel como sesmarias. Entre os proprietários aparecem Humberto Péters, Martinho Ghizzo e Marcos Rovaris.
Marcos Rovaris dividiu parte de suas terras em lotes e passou a oferecê-los a agricultores de Urussanga e Criciúma.
A procura foi favorecida pelas condições encontradas nas antigas colônias. Urussanga já possuía população significativa, enquanto áreas de Criciúma apresentavam limitações para a agricultura. As terras férteis de Turvo surgiam como uma possibilidade para famílias dispostas a começar novamente.
O esforço para adquirir uma propriedade podia começar muito antes da mudança. Colodel registra que agricultores sem recursos suficientes chegaram a trabalhar na construção da estrada de ferro entre Rio Grande do Sul e Paraná para reunir dinheiro e comprar um lote em Turvo.
Entre os compradores e famílias mencionados pelo historiador aparecem nomes que se tornariam parte da formação da comunidade: Rovaris, Bez Batti, Manenti, Carlessi, Arigoni, Lucioni, Piazzoli, Casteller, Patel, Tonetto, Bendo, Vitto, Marcon, Scarabelot, Bozza, Niott e Crispini, entre outros.
Não se tratava mais da imigração diretamente da Itália, mas de um novo deslocamento dentro do próprio Sul catarinense.
Famílias de origem italiana deixavam comunidades já estabelecidas e avançavam para novas terras em busca, sobretudo, de espaço para produzir.
Ângelo Rovaris e Antônio Bez Batti nos primeiros anos do povoamento
Entre os nomes registrados nos primeiros anos estão Ângelo Rovaris e Antônio Bez Batti, considerados por Colodel entre os fundadores de Turvo.
Em 13 de julho de 1913, Ângelo Rovaris realizou uma das primeiras derrubadas registradas pelo historiador, aproximadamente três quilômetros distante da atual sede, próximo a Turvo Baixo.
Ali iniciou plantações e instalou uma atafona movida a água, utilizada para produzir farinha de milho. O produto tinha presença importante na alimentação das famílias, especialmente no preparo da polenta.
No ano seguinte, 1914, Antônio Bez Batti estabeleceu-se na região onde posteriormente se consolidaria a sede de Turvo.
É também a Bez Batti que Colodel associa uma explicação para a origem do nome do município.
Segundo Colodel, Bez Batti teria chamado o curso d’água de “Turbo”, denominação que o autor relaciona às águas pouco transparentes do rio e à língua vêneta. Posteriormente, o nome teria sido aportuguesado para Turvo.
É uma versão preservada pela historiografia local e que relaciona a denominação da comunidade às características do rio encontrado pelos colonizadores.
Construir uma propriedade começava pela mata
Os primeiros anos exigiam muito mais do que simplesmente cultivar uma terra fértil.
As famílias chegavam por caminhos difíceis, muitas vezes utilizando carros de boi, atravessando rios, sangas e picadas até alcançar as propriedades. Grande parte do território ainda era coberta por mata e era necessário abrir espaço para as lavouras.
Milho, arroz, trigo e abóboras aparecem entre as culturas dos primeiros anos. O trabalho era predominantemente manual. O milho era debulhado à mão, enquanto o arroz podia ser separado utilizando varas ou mangual e depois descascado no pilão.
Para transformar o milho em farinha, moradores recorriam à atafona instalada por Ângelo Rovaris.
Pouco a pouco começaram a surgir melhorias.
Por volta de 1918, aparecem registros das primeiras olarias. Antônio Bez Batti é citado como proprietário de uma delas, seguido posteriormente por Alexandre Niott e Afonso Colodel. A produção de tijolos permitia substituir gradualmente algumas das primeiras construções por edificações mais estruturadas.
Por volta de 1920, Ângelo Rovaris também teria aperfeiçoado a produção de farinha com a instalação de um pequeno moinho.
A comunidade começava a adquirir estruturas próprias, mas ainda havia uma questão importante a ser definida: onde estaria seu centro?
Turvo e Turvo Baixo disputam a sede da comunidade
Nos primeiros anos de povoamento, a atual sede de Turvo não era necessariamente o único núcleo capaz de concentrar a vida da comunidade.
Havia também Turvo Baixo.
Segundo João Colodel, estabeleceu-se uma forte disputa entre moradores dos dois núcleos pela supremacia política e pela definição de qual deles se consolidaria como centro do povoamento. A rivalidade chegou a provocar discussões e confrontos entre moradores.
Por trás dessas disputas havia uma questão maior: tornar-se sede significava concentrar atividades religiosas, econômicas, sociais e, posteriormente, administrativas.
Alguns acontecimentos começaram a favorecer Turvo.
Colodel aponta a formação do cemitério, o poder econômico de Antônio Bez Batti e de famílias próximas, a chegada de novos moradores em 1915 e 1916 e a construção de uma capela de alvenaria entre os fatores que contribuíram para a consolidação daquele núcleo.
A presença da capela teve importância que ultrapassava a prática religiosa. Ela ajudava a concentrar moradores, atividades comunitárias e a presença regular de representantes da Igreja.
Gradualmente, Turvo conquistou a centralidade que estava em disputa.
Da comunidade ao Distrito de Turvo
Com a consolidação do núcleo de Turvo, a comunidade passou gradualmente a reunir estruturas que iam além das propriedades rurais.
A capela tornou-se um ponto de referência. O comércio começava a se desenvolver e novas famílias continuavam chegando. A agricultura ampliava a ocupação das terras e criava relações econômicas entre os moradores.
A organização religiosa também teve participação nesse processo. O material histórico de João Colodel mostra uma comunidade mobilizada em torno da construção da igreja e da busca por atendimento religioso permanente, algo que, naquele período, também contribuía para fortalecer o núcleo populacional.
Enquanto isso, Turvo permanecia administrativamente ligado a Araranguá.
Essa situação começou a mudar em 11 de outubro de 1930, quando a Lei Estadual nº 1.709 criou oficialmente o Distrito de Turvo.
O território foi desmembrado do distrito de Meleiro, mas continuou pertencendo ao município de Araranguá.
A criação do distrito representava uma nova etapa para uma comunidade formada ao longo das duas décadas anteriores.
Turvo torna-se município e passa a abranger uma extensa área
A mudança seguinte aconteceu no final da década de 1940.
Em 30 de dezembro de 1948, a Lei Estadual nº 247 elevou Turvo à categoria de município, desmembrando-o de Araranguá.
Mas o município criado naquele momento era territorialmente muito diferente do Turvo atual.
Segundo o histórico administrativo do IBGE, sua formação inicial reuniu cinco distritos: Turvo, Jacinto Machado, Meleiro, Praia Grande e Timbé.
O território daquele novo município abrangia, portanto, áreas que hoje correspondem a vários municípios do interior do Extremo Sul catarinense.
A informação também ajuda a conectar histórias que atualmente costumamos enxergar separadamente. Praia Grande, Jacinto Machado e Timbé do Sul, por exemplo, posteriormente conquistariam suas próprias emancipações. Meleiro também voltaria a constituir município independente.
Durante alguns anos, porém, essas localidades fizeram parte de um mesmo território municipal tendo Turvo como sede.
A instalação oficial do novo município ocorreu em 20 de março de 1949.
Uma antiga Casa dos Padres torna-se Prefeitura
A criação de um município exigia organizar uma estrutura administrativa praticamente do início.
Para receber a Prefeitura, foi utilizada uma edificação que já fazia parte da história da comunidade: a antiga Casa dos Padres.
Segundo o histórico disponibilizado pela Prefeitura de Turvo, o prédio foi restaurado e adaptado para abrigar a administração municipal.
O primeiro prefeito provisório foi Osni Paulino da Silva, responsável pela administração durante o período de instalação.
Poucos meses depois, em 2 de outubro de 1949, os moradores participaram da primeira eleição municipal.
O vencedor foi Abel Bez Batti, filho de Antônio Bez Batti, personagem que havia participado dos primeiros anos da formação do povoado.
Há uma continuidade interessante nessa trajetória. A família que aparece entre as primeiras estabelecidas na área onde a sede se consolidou também estaria presente, décadas depois, no início da administração do novo município.
A emancipação não encerrou as mudanças territoriais. Ao longo dos anos seguintes, antigos distritos conquistaram autonomia, redesenhando gradualmente o mapa regional.
Turvo diminuiria territorialmente, mas ao mesmo tempo consolidaria outra forma de protagonismo no Extremo Sul: a agricultura.
Do pilão às primeiras máquinas
O arroz já estava presente nas propriedades desde os primeiros tempos da colonização.
Mas a forma de produzir era muito diferente daquela que décadas depois caracterizaria as lavouras de Turvo.
Nos primeiros anos, praticamente todas as etapas dependiam do trabalho humano e animal. Plantio, colheita e beneficiamento exigiam grande quantidade de mão de obra.
O arroz podia ser debulhado com varas ou mangual e posteriormente descascado no pilão.
Aos poucos, pequenas estruturas começaram a modificar essa rotina. Surgiram atafonas, engenhos e descascadores, acompanhando o crescimento da produção agrícola.
Uma transformação mais significativa começou com a chegada das máquinas.
Estudo sobre a modernização da cultura do arroz em Turvo registra a presença das primeiras trilhadeiras por volta de 1941, utilizadas nas culturas de arroz e trigo.
Em 1945, aparece outro marco: a chegada de uma nova trilhadeira acompanhada daquele que é registrado pela pesquisa como o primeiro trator de Turvo.
Isso não significava que a agricultura tivesse se tornado mecanizada de uma hora para outra.
Durante muito tempo, técnicas tradicionais e equipamentos modernos coexistiram nas propriedades. A mudança ocorreu gradualmente, conforme máquinas passaram a assumir trabalhos antes realizados manualmente ou com animais.
Era o início de uma transformação que ganharia intensidade nas décadas seguintes.
Agricultores se organizam e nasce uma cooperativa
O desenvolvimento da agricultura também exigia respostas para problemas que não poderiam ser resolvidos individualmente dentro de cada propriedade.
Produzir era apenas uma parte do processo. Era preciso beneficiar, armazenar e comercializar a produção, além de ampliar o acesso dos agricultores a insumos, crédito e novas tecnologias.
Foi nesse contexto que, em 20 de dezembro de 1964, 214 agricultores de Turvo e Timbé do Sul se reuniram para criar a Cooperativa Agropecuária de Turvo.
A organização que posteriormente se tornaria a Coopersulca nasceu diretamente da mobilização dos produtores rurais da região.
Poucos anos depois, em 1967, a cooperativa já possuía estrutura para recebimento, secagem, armazenagem e beneficiamento do arroz.
O surgimento da cooperativa representa um capítulo importante na transformação agrícola de Turvo porque mostra que a modernização não ocorreu apenas pela substituição de ferramentas por máquinas.
Ela envolveu também organização dos produtores, criação de estruturas coletivas e novas formas de comercialização e beneficiamento da produção.
Enquanto isso, o arroz ganhava cada vez mais espaço nas propriedades.
Quando o arroz passa a transformar a paisagem
Turvo reunia condições naturais particularmente favoráveis à rizicultura.
Áreas planas, terrenos de várzea e disponibilidade de água permitiram a expansão do cultivo irrigado.
Com o passar das décadas, uma agricultura inicialmente bastante diversificada passou a ter no arroz uma atividade cada vez mais importante.
Estudos sobre a agricultura municipal mostram que, entre as décadas de 1970 e 1990, a área destinada ao arroz cresceu e a cultura ganhou participação cada vez maior na economia de Turvo.
Essa expansão provocou mudanças que ultrapassaram os limites das propriedades rurais.
Aumentou a procura por máquinas e implementos, surgiram serviços ligados à atividade, ampliou-se o beneficiamento e a comercialização e as terras adequadas à rizicultura passaram por valorização.
O campo começava também a movimentar outros setores da cidade.
Mas produzir arroz em terrenos irrigados exigia equipamentos capazes de trabalhar em condições muito particulares.
Foi justamente nesse desafio que Turvo avançou para outra etapa de sua história agrícola.
A mecanização transforma a rizicultura
A mecanização ganhou intensidade principalmente a partir das décadas de 1970 e 1980.
Um dos elementos desse processo foi o avanço de programas voltados ao aproveitamento e à sistematização das áreas de várzea, entre eles o Provárzeas.
Terrenos passaram por intervenções que permitiam maior controle da água e melhor utilização das máquinas. O cultivo irrigado se expandia ao mesmo tempo em que novas tecnologias chegavam às propriedades.
Só que as máquinas disponíveis nem sempre estavam preparadas para as condições encontradas nas lavouras.
Os solos encharcados exigiam adaptações.
Tratores e implementos passaram a ser modificados para conseguir trabalhar dentro das quadras de arroz, e equipamentos específicos foram incorporados à rotina dos agricultores.
Entre eles ganhou destaque o chamado trator pantaneiro, adaptado às condições das áreas irrigadas.
Esse processo estimulou também atividades fora das propriedades.
Oficinas e empresas ligadas ao setor metalmecânico passaram a participar da adaptação e fabricação de equipamentos destinados às necessidades dos produtores.
A mecanização, portanto, começou a criar uma cadeia que envolvia não apenas quem plantava arroz, mas também comércio, prestação de serviços, beneficiamento e indústria.
A agricultura que havia começado com derrubada da mata, enxada, animais e pilão entrava definitivamente em outra fase.
De produtor de arroz a referência em mecanização agrícola
Na década de 1980, a relação entre Turvo e a rizicultura já havia alcançado outra dimensão.
Registro histórico municipal aponta que, a partir de 1984, Turvo chegou à liderança catarinense na produção de arroz.
Mais importante do que o ranking de determinado período é o que ele representa dentro da trajetória do município.
Em aproximadamente sete décadas, uma comunidade formada por famílias que procuravam terras para cultivar havia desenvolvido uma agricultura especializada, estruturado cooperativas, incorporado máquinas e criado atividades econômicas relacionadas à produção rural.
A mecanização passou a fazer parte da identidade pela qual Turvo se tornou conhecido regionalmente. Posteriormente, o município receberia o reconhecimento de Capital Catarinense da Mecanização Agrícola e do Arroz.
Suas raízes, porém, estavam em um processo iniciado muito antes.
Das terras férteis à mecanização
Quando as primeiras famílias de origem italiana chegaram a Turvo, no início do século XX, buscavam principalmente terras onde pudessem produzir. Encontraram uma região fértil, mas ainda marcada por mata, caminhos difíceis e pouca infraestrutura.
A agricultura acompanhou o crescimento da comunidade. Primeiro com uma produção diversificada e fortemente dependente do trabalho manual; depois com engenhos, estruturas de beneficiamento, organização dos produtores e a chegada gradual das máquinas.
Entre essas atividades, o arroz ganhou espaço e transformou não apenas as propriedades rurais, mas também outros setores da economia. A necessidade de trabalhar nas áreas irrigadas estimulou novas técnicas, equipamentos e adaptações que ajudaram a aproximar definitivamente a história de Turvo da mecanização agrícola.
Existe uma longa distância entre o pilão utilizado pelos primeiros agricultores e as máquinas que décadas depois passaram a trabalhar nas lavouras. Mas os dois momentos pertencem à mesma trajetória.
As terras férteis que atraíram os colonizadores no início do século XX continuaram no centro das transformações de Turvo. Mudaram as técnicas, as máquinas e a escala da produção, enquanto a agricultura permaneceu como um dos fios condutores da história do município.
Linha do tempo de Turvo
Por volta de 1900 — O território é atravessado por caminhos utilizados pelos tropeiros na ligação entre a serra e o litoral.
13 de julho de 1913 — Segundo João Colodel, Ângelo Rovaris realiza uma das primeiras derrubadas registradas para ocupação agrícola, próximo a Turvo Baixo.
1914 — Antônio Bez Batti estabelece-se na região onde posteriormente se consolidaria a sede.
1916–1917 — Há registros de conflitos entre agricultores e tropeiros devido à entrada dos animais das tropas nas plantações.
Por volta de 1918 — Aparecem registros das primeiras olarias.
Por volta de 1920 — Pequenas estruturas de transformação e beneficiamento da produção agrícola começam a se multiplicar.
11 de outubro de 1930 — É criado oficialmente o Distrito de Turvo, desmembrado do distrito de Meleiro e pertencente a Araranguá.
Por volta de 1941 — São registradas as primeiras trilhadeiras utilizadas nas culturas de arroz e trigo.
1945 — Pesquisa sobre a modernização agrícola registra a chegada daquele que seria o primeiro trator de Turvo.
30 de dezembro de 1948 — Turvo é elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 247.
20 de março de 1949 — O município é oficialmente instalado.
2 de outubro de 1949 — É realizada a primeira eleição municipal, vencida por Abel Bez Batti.
20 de dezembro de 1964 — 214 produtores de Turvo e Timbé do Sul fundam a Cooperativa Agropecuária de Turvo, posteriormente Coopersulca.
Décadas de 1970 e 1980 — A rizicultura irrigada se expande e a mecanização das lavouras ganha intensidade.
A partir de 1984 — Registros históricos municipais apontam Turvo na liderança catarinense da produção de arroz.
Décadas seguintes — A mecanização se consolida como parte da identidade econômica do município.
Fontes consultadas
- João Colodel — Turvo Terra e Gente — principal referência para os antigos caminhos dos tropeiros, colonização, primeiros moradores, formação de Turvo e Turvo Baixo, cotidiano das famílias e origem atribuída ao nome do município. O conteúdo consultado foi disponibilizado pela Prefeitura de Turvo a partir da obra do autor.
- IBGE — Histórico e Formação Administrativa de Turvo — utilizado para conferir a criação do distrito, emancipação e composição territorial do município.
Consultar histórico de Turvo no IBGE - Prefeitura de Turvo — Colonização — fonte institucional complementar sobre a chegada das primeiras famílias e a formação da comunidade.
Consultar histórico sobre a colonização - Prefeitura de Turvo — Prédio Administrativo — utilizada para informações sobre a instalação do município, primeira sede da Prefeitura, prefeito provisório e primeira eleição.
Consultar histórico do prédio administrativo - “A trajetória de modernização da cultura do arroz no município de Turvo – Santa Catarina, Brasil” — estudo utilizado para reconstruir a passagem da agricultura manual para as primeiras máquinas, a expansão da rizicultura e o processo de mecanização.
Consultar o estudo sobre a modernização da cultura do arroz - Coopersulca — Histórico da cooperativa — utilizada para a fundação da antiga Cooperativa Agropecuária de Turvo e sua participação na estruturação da produção agrícola regional.
Consultar a história da Coopersulca



