O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) anunciou o encerramento da captura da tainha na modalidade de arrasto de praia a partir de 7 de junho. A medida foi adotada após a atividade atingir 90% da cota autorizada para a temporada de 2026.
A decisão ocorre em meio a uma das maiores safras já registradas em Santa Catarina. Até o fim de maio, mais de 200 toneladas de tainha haviam sido capturadas no estado, segundo dados divulgados durante a temporada.
O aumento da oferta também teve reflexos no mercado. Em alguns estabelecimentos catarinenses, o pescado chegou a ser comercializado por menos de R$ 10 o quilo, ampliando o acesso dos consumidores ao produto.
A pesca da tainha possui forte importância econômica, cultural e gastronômica para comunidades do litoral catarinense, especialmente em municípios onde a atividade artesanal mantém tradição histórica.
Além da atividade pesqueira, o pescado também está presente em eventos gastronômicos e culturais que ajudam a movimentar o turismo e a economia do litoral catarinense. No Extremo Sul, festas tradicionais ligadas à pesca e aos frutos do mar atraem visitantes e valorizam uma atividade que faz parte da identidade de municípios costeiros como Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.
Segundo o Ministério da Pesca, as embarcações que ainda estavam em atividade tiveram prazo para realizar os últimos desembarques da espécie antes do encerramento da modalidade. O monitoramento da atividade continua sendo realizado por meio dos sistemas oficiais de controle pesqueiro.
A temporada de 2026 ficará marcada pelo elevado volume de capturas e pelo impacto econômico gerado ao longo do litoral catarinense, consolidando uma das melhores safras das últimas décadas.
Foto: Arquivo/Reprodução/Pinheira Beach Drones/@pinheirabeachdrones
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